Coming Home

 

Gertrude Abercrombie, Coming Home (1947)

Ano passado eu criei um site para falar de filmes dirigidos por mulheres. Tinha até domínio próprio, mas não foi para frente. Antes eu gostava dessa coisa de ter um compromisso, mesmo que comigo mesma, porém, não deu. Hoje em dia não conto mais quantos filmes dirigidos por mulheres eu vi, virou algo natural procurar trabalhos de mulheres. Mesma coisa com os livros. Falando neles, estou com quatro leituras coletivas no momento. Leitura sempre foi uma coisa tão solitária e esses clubes ajudam a entender melhor alguns livros. 

Também estou fazendo uma maratona de filmes do Oscar com a L. Ela montou até uma planilha. Eu estava animada, mas com o tempo foi dando preguiça. Eu tenho um sério problema: não gosto de quase nada novo. Parece papo de véia chata, mas é isso, vejo muito filme desde que eu era criança, então para me animar precisa ser um tanto diferente. E raramente é. Numa locadora em que me encontro estão postando filmes do Chabrol, um dos diretores mais interessantes da história. Os filmes dele são ótimos e têm sido uma ótima distração para mim. 

Claro, sou brasileira, estou torcendo pelo Agente Secreto e pelo hexa. Gosto de futebol (já fui mais entusiasta, mas passou), copa é um momento divertidíssimo para mim. Bom, tem eleições também. 2026 será um ano e tanto. Comentei com uma amiga hoje "2026 finalmente começou". Tatuagem marcada, encontros de clubes de leitura marcados. Preciso marcar médicos, ver o que 2025 deixou de lembrança no meu corpo. 

Esse ano eu prometi para mim mesma ouvir mais música. E podcast também. Mas eu só consigo ouvir podcast quando estou fazendo alguma coisa, geralmente faxina. Pensei em compra lápis de cor e um daqueles infames livrinhos, ver se consigo deixar meu cérebro liso enquanto escuto Rádio Novelo ou algo do tipo. 

Reativei meu tumblr. Deletei. Criei um novo e deletei horas depois. Sinto saudades de colecionar imagens. Ainda tenho raiva de ter deletado sem querer meu tumblr original. Já tive tantas contas desde então, uma delas ainda está ativa porque eu não faço ideia de qual era o login. E não me preocupei demais em descobrir. 

Tentei usar aquele threads, mas a ideia de que qualquer pessoa que me siga no IG possa ver o que escrevo lá me desesperou. Deletei. Estou tentando não deletar esse blog também, escrever de vez em quando, colecionar as imagens aqui, como eu fazia em 2011. Aliás, naquele ano eu inventei de postar todos os dias no blog. Ele ainda existe, de vez em quando o abro para pegar alguma foto. Nesse ano ainda não tirei nenhuma selfie, nenhuma foto que valesse o feed do IG. 

Fui a museus, vi filme no cinema, estive com alguns amigos, chorei vendo filme triste, trabalhei, dormi tarde, tentei entender quem são as pessoas que estão no Big Brother. Tanta coisa num mês que ainda não acabou. Logo mais faço 39 anos. 

[Ao som de Nico - Chelsea Girl]